terça-feira, 10 de novembro de 2020

NÃO SE PODE SER BURRO EM TEMPO DE MOSCAS

 

Li hoje aquilo que eu julgava não ser possível: há animais de duas pernas que adquirem peles de vison para mostrarem que são ricos a quem é pobre. E esses animais com as duas pernas fazem com que outros com outras duas, para também chegarem a ricos, criem os visons para os matarem e lhes venderem as peles.

Descobriu-se agora que o Covid aproveita esta fragilidade e estupidez para se transfigurar e aparecer com nova fardeta, um tanto mais perigosa como desconhecida, de modo que se teme que as vacinas, por mais eficácia que tenham para uma estirpe, não a consigam para outra.

Na minha simplicidade, julguei que as peles de animais genuínas tivessem sido substituídas pelas sintéticas, por forma a darem a oportunidade aos animais ricos de continuarem a mostrar que são ricos. No entanto, esses pôdres de ricos, consideram que lhes baixa o estatuto (a estupidez aumenta) se utilizarem as peles que não são de animais e que “apenas” imitam as peles dos ditos.

De entre os fornecedores do egocentrismo e vaidade, estão países como a Dinamarca e a Holanda, aqueles que querem dar moral à Europa do Sul, onde asseguram que os autóctones só querem vinho e mulheres. Para o raio que os parta!...

sábado, 17 de outubro de 2020

CURIOSIDADES TRANCOSANAS


 Acabei de receber da gráfica este primeiro livro da série CURIOSIDADES TRANCOSANAS. Contém apontamentos históricos, biográficos e de um modo geral pouco conhecidos ou menos divulgados sobre o concelho. Custa apenas 5 euros, já incluída a percentagem do livreiro, uma vez que não visa o lucro.



domingo, 23 de agosto de 2020

O MALHADINHAS, AQUILINO E A HOMENAGEM - parte um

 


O GICAV (Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu) está de parabéns; como também estão de parabéns a Câmara Municipal de Viseu e a Viseu Marca (responsável pela Feira de S. Mateus e pelo Cubo Mágico, onde este evento se integrou). Estão de parabéns, e não porque tenham comemorado alguma efeméride, mas por terem proposto e realizado este evento com base em O MALHADINHAS, de Aquilino Ribeiro, um Escritor da região de Viseu e do seu distrito. E fizeram-no bem, por agora neste escasso espaço de tempo após as 17 horas da tarde, quer na apresentação da Banda Desenhada, quer nas duas exposições, uma na Praça 2 de Maio, outra na já famosa Rua Direita da cidade.


É de realçar a presença do Dr. António Almeida Henriques, presidente da Câmara Municipal de Viseu e do vice-presidente e presidente da Viseu Marca, Dr. Jorge Sobrado, da Dra. Filipa Mendes, Presidente do GICAV e dos incansáveis drs. Carlos Almeida e Luís Filipe Mendes, que da ideia passaram à sua concretização.
Menos bem esteve este pseudo-repórter, que ora vos dá nota do evento, que optou por tirar fotos com uma máquina fotográfica de geração passada em vez de o fazer com o telemóvel de última geração.
(Foto 1, a entrada da exposição sobre O Malhadinhas, onde estiveram representados trabalhos originais de desenhadores de BD, ilustradores e cartunistas; Foto 2, a mesa, ao ar livre e num espaço garantido pelas recomendações da DGS, na Praça 2 de Maio, na qual usa da palavra o presidente da Câmara de Viseu, tendo ao seu lado direito a presidente do GICAV, Filipa Mendes, e do lado esquerdo o Carlos Almeida).

Como penso voltar a dar conta da reportagem, repito, mal reportada por deficientes imagens por mim captadas, voltarei aqui com os trabalhos expostos e outros mais pormenores, numa jornada que foi cheia e trepidante, mormente porque me fartei de dar ao dedo para autografar e desenhar a pedido dos interessados no álbum da BD "O Malhadinhas".

Quero dizer que foram respeitadas as recomendações da DGS e todos (salvo um ou outro renegado) estiveram de máscara, tal qual como se acabassem de sair de um bloco operatório ou participassem de uma sessão de esclarecimento de revolucionários. Se o António Malhadas nos visse, fugiria a sete pés, o mesmo fazendo o cavalicoque com carga e tudo; se fôssemos vistos por Mestre Aquilino, sem estar de sobreaviso, diria ele que as gentes de Viseu ensandeceram.

Não me vou embora, por agora, sem dar conta de uma das três mesas do jantar, onde estava eu e também se reconhecem o Baptista Mendes, o Arlindo Fagundes e o Luiz Beira, entre outros companheiro e companheiras de refeição (um músico brasileiro com raízes em Penedono e sua esposa, bem como a esposa do Fagundes).



quinta-feira, 13 de agosto de 2020

BATALHA DE TRANCOSO

 

Está pronta a "BATALHA DE TRANCOSO", um trabalho em Banda Desenhada, totalmente a cores, editado pelo Município de Trancoso.

domingo, 5 de julho de 2020

CONFINADOS E CONFINÓRIOS


A coisa estava a ir bem durante a fase de se fechar em casa o maior número de pessoas. Mais no Sul do que no Norte, a julgar pelos números. Acabou o desconfinamento, virou-se o bico ao prego: os números começaram a rodar para diante, o Sul teima em ultrapassar o Norte em número de casos.
Já não é apenas uma contingência grave de saúde, é uma emergência de economia, também grave.
Para piorar as coisas, o Reino Unido, que tem sido na Europa um dos do pódio no maior número de casos, resolveu moralizar os seus ilhéus, ameaçando-os com uma quarentena se resolverem viajar para alguns países, incluindo Portugal. Sem moralidade para impor este rigor, o governo inglês exige dos outros aquilo que não pratica e, vai daí, resolver farpar o seu velho e relho “aliado”.
Quando Napoleão exigiu a Portugal que fechasse os portos aos ingleses, confinando o território aos ditos num chamado bloqueio continental, com quem estava em guerra, Portugal obedeceu à “aliança”, desobedeceu ao bloqueio, e viu-se invadido pelas tropas napoleónicas.
Quando Portugal tinha em África pretensões colonialistas, não tanto como os “aliados”, estes enviaram um “ultimatum”, que a Monarquia portuguesa aceitou sem fazer barulho, confinando um mapa “cor-de-rosa”.
Quando os alemães incendiaram a Europa com uma guerra que se tornou mundial, os “aliados” pediram a Portugal para aprisionarem os navios alemães que se encontravam ancorados nos seus portos. E Portugal obedeceu, confinando nos seus portos navios e homens, entrando no conflito.
No meu modesto entender, parece-me que tem de ser revisto aquele tratado, porque só parece funcionar para um dos lados… e não é o nosso. Em todo este confinamento pandémico, parece-me que continuamos a ser vítimas, cá dentro e lá fora, de outros pandémicos confinórios.