segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

UM DOS MEUS PRÉMIOS LITERÁRIOS

Tinha eu 30 anos quando fui premiado num concurso literário.
Na arrumação periódica do meu acervo literário e artístico, deparei hoje com um livro, datado de 1981, onde foi publicado o meu trabalho premiado, um dos dois que conseguiram essa escolha (o outro trabalho premiado foi da Professora Doutora Maria Máxima Vaz Neves Pires).
Tinha eu acabado de completar 30 anos de idade quando concorri ao Prémio Literário Nuno de Montemor, aberto pela Câmara Municipal da Guarda.
Mal conhecia a Guarda, pouco tinha lido da obra do autor quadrazenho (de Quadrazais-Sabugal), pelo que recorri a uma verdadeira maratona de leituras (o autor publicou cerca de três dezenas de títulos, entre poesia, conto e romance), fiz algumas pesquisas na altura em que não havia internet's, google's e quejandos, e entrevistei um sobrinho do autor.
Trabalhei tudo na minha pequena máquina de escrever e concorri. Felizmente consegui ser premiado e vi reproduzido o trabalho na obra, com imagem a abrir este texto. Já lá vão 36 anos.
Da entrada do livro, à guisa de prefácio, da autoria do Pelouro da Cultura da Câmara da Guarda, reproduzo o texto a seguir:
JUSTIFICANDO UMA INICIATIVA
Quis a Câmara da Guarda, através do Pelouro da Cultura, comemorar o 1.° Centenário do nascimento do escritor padre Joaquim Augusto Álvares de Almeida, conhecido, no mundo das letras, por Nuno de Montemor.
No âmbito das comemorações, promoveu conferências e um certame literário, subordinado ao tema:
«Nuno de Montemor, Escritor Guardense Sua Vida e Obras».
Para dar mais relevo aos trabalhos apresentados, e tornar mais conhecida a obra do homenageado, foi deliberado, em sessão camarária, mandar editar um pequeno Livro, composto pelos trabalhos que obtiveram os dois primeiros prémios. São eles: «NUNO DE MONTEMOR — UM ESCRITOR GUARDENSE, SUA VIDA E OBRA, da autoria de Maria Máxima Vaz Neves Pires e «NUNO DE MONTEMOR — SUA VIDA E OBRA» da autoria de Fernando Jorge dos Santos Costa.
Julgamos, deste modo, ter contribuído para o melhor conhecimento dum dos maiores vultos das Letras, que viveram na nossa Terra. Descreveu, com realismo inexcedível, costumes e tarefas das nossas aldeias, divulgando o folclore regional; entoou cânticos de louvor a tudo o que há de belo e singular na nossa Estrela, em páginas dignas de figurarem em qualquer antologia da Língua Portuguesa.
Queremos, nesta homenagem simples, recordar um dos maiores encantos da Vida de Nuno de Montemor — Lactário Dr. Proença — onde, o poeta do «Amor de Deus e da Terra», passava a maior parte dos seus dias, procurando minimizar o sofrimento dos mais carecidos de bens materiais, e onde, possivelmente, se inspirou para escrever alguns dos seus mais belos poemas.
Outubro de 1981

A Câmara Municipal

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